quinta-feira, 15 de julho de 2010

30 minutos com...

Trinta minutos que possamos dar a nós próprios, confere-nos a liberdade de escolher para nosso prazer, algo que efectivamente gostamos. Não importa o quê, mas sim o que fazemos com o tempo que dispomos e os benefícios que ele nos proporciona.

A oferta é variada, no entanto, aqui ficam algumas dicas para os mais indecisos: uma simples caminhada despreocupada e sem rumo, pode permitir-nos encontrar alguém que já não víamos há muito tempo, observar o espaço envolvente e apreciá-lo ou despertar sensações adormecidas; comprar uma revista num quiosque e folheá-la, pode despertar a curiosidade para mudanças de rumo, novas experiências, nos mais variados domínios; ver aquele filme que desejávamos ver; ler aquele livro de novo para reviver momentos guardados na memória ou voltar a emocionar-se com as personagens. Ler com outro olhar, mais amadurecido, ler por prazer!; sentar-se à beira de um rio, olhar o curso da água, sentir a frescura e os ruídos envolventes e uma paz inexprimível.

Este tempo é tão reconfortante como uma bela noite de sono sob um céu estrelado, numa noite quente de Verão.

Façamos de alguns minutos do tempo, bens preciosos na nossa vida.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Petição Contra a paralisação e/ou adiamentos no projecto do Metro Mondego

Carregue aqui ou na imagem para assinar a Petição Contra a paralisação e/ou adiamentos no projecto do Metro Mondego.

Para: Assembleia da República

"O projecto do metro ligeiro de superfície no distrito de Coimbra já tem mais de três décadas. Depois de muitos avanços e recuos, finalmente o Governo deu luz verde e as obras já avançaram. Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra são os concelhos por onde o metropolitano vai passar. Foram arrancados os carris da antiga Linha da Lousã e o Governo deixou pairar no ar um cenário de indefinição quando ao futuro do projecto. Porquê assinar esta petição? Porque estamos cansados de avanços e recuos, porque é inadmissível que a obra pare agora (numa altura em que já foram retirados os carris da antiga linha), porque Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã precisam deste projecto para potenciarem o seu desenvolvimento e, principalmente, porque o Governo tem de honrar os seus compromissos e a sua palavra numa lógica de respeito pelos cidadãos. Motivos mais do que suficientes para levarmos esta petição à Assembleia da República."

Os signatários

sábado, 10 de julho de 2010

O tempo

Há dias pensei

Mudar o curso do tempo!

Fiquei tão absorta neste meu pensamento,

Que até me esqueci do tempo!

Este, que caminhava lento, ficou irritado

E correu apressado para me ver

Num desalento, numa correria

Contra o tempo.

Então, fiquei à escuta, e ouvi-o rir baixinho,

Por ver a minha vida transformada

Numa correria desenfreada!

Decidi pôr um ponto final e passei à acção:

De relógio na mão e cheia de razão,

Entreguei ao tempo, o meu relógio de mão

E finalmente livre, ri de emoção!

Porque deixei o tempo na solidão!

DC

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A Brisa

Neste fim de tarde, a brisa fresca,

De contornos indefinidos,

desliza suavemente,

sem pedir licença para entrar!

Veio para me lembrar...

que a noite vai chegar

e que comigo pode ficar.


Num frenesim buliçoso,

percorre o quarto

e vem sentar-se a meu lado,

Numa muda contemplação,

De um desejo consumado.


- Também quero ser brisa fresca e livre,

Poder tocar rostos adormecidos,

Afastar pesadelos e segredar:

“Sou a brisa, venho para ficar, e ao de leve, o teu rosto vou tocar!”

DC

terça-feira, 6 de julho de 2010

Querer Amar


Bem me quer, mal me quer,

Muito, pouco ou nada?

Querer, não querer,

Eis a questão de não saber

Sequer?


Olho para estas rimas indecisas

E eis a resposta: Saber querer

Ouvir as lamentações de um vizinho,

Acreditar num mendigo de olhar distante,

Entender os pedidos de gestos dissimulados,

De gente que quer sobreviver!

Querer rir ou chorar com o outro

Ter os sentidos despertos para saber escutar

E dar…

Porque dar é amar!

DC

sábado, 3 de julho de 2010

«Temos todos que vivemos uma vida que é vivida e outra vida que é pensada.»


Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

Qual porém é verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.

18-9-1933 Fernando Pessoa.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"A escola pública pode fazer a diferença"

Já foi recebida com ovos, mas hoje Maria de Lurdes Rodrigues recebeu apenas muitos beijinhos e abraços. A ocasião não era para menos: a ex-ministra da Educação apresentava o seu livro sobre as medidas que tomou durante os mais de quatro anos e meio de mandato, uma forma que encontrou para "prestar contas ao país"«A escola pública pode fazer a diferença».

"É um momento de prestação de contas ao país. É muito importante devolver alguma coisa que possa ser útil aos que se seguem", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues, durante um encontro com jornalistas.